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Dr Rubens Siqueira publicou no final de setembro de 2021 no jornal americano Photobiomodulation, Photomedicine, and Laser Surgery os primeiros resultados com uma nova técnica de tratamento de degeneração macular relacionada com a idade usando um novo tipo de sistema de laser denominado fotobiomodulação. Como funciona a Fotobiomodulação? A reação biológica à luz não é nenhuma novidade, existem numerosos exemplos de reações fotoquímicas induzidas pela luz em sistemas biológicos. A síntese de vitamina D em nossa pele é um exemplo de reação fotoquímica. A densidade de energia da luz solar é de apenas 105 mW por cm2, mas quando os raios ultravioleta B (UVB) atingem nossa pele, ele converte uma forma universalmente presente de colesterol, o 7-deidrocolesterol em vitamina D3. Normalmente experimentamos isso através de nossos olhos, que são obviamente fotossensíveis. Nossa visão é baseada na luz que atinge nossas retinas e cria uma reação química que nos permite ver. Ao longo do curso da evolução, os fótons desempenharam um papel vital na energização fotoquímica de certas células. A terapia de fotobiomodulação é definida como a utilização de energia eletromagnética não ionizante para desencadear mudanças fotoquímicas nas estruturas celulares que são receptivas aos fótons. A mitocôndria é particularmente receptiva a esse processo. No nível celular, a energia da luz vermelha visível e próxima ao infravermelho (NIR= near infrared light) é absorvida pelas mitocôndrias, que desempenham a função de produzir energia celular chamada ATP. A chave para todo esse processo é uma enzima mitocondrial chamada citocromo C oxidase , um cromóforo, que aceita energia fotônica de comprimentos de onda específicos quando funciona abaixo do normal.